Em show animado, Jota Quest cita protestos e chama Lulu Santos
Com banda reforçada e faixa nova, eles anunciaram CD com 'raízes black'.
Flausino citou 'macacada indignada do Rio'; Lulu fez 'Tempos modernos.
O Jota Quest fez um show dançante e pesado na abertura da terceira noite do Palco Mundo do Rock in Rio, neste domingo (15). A camisa e o paletó ensopados de suor de Rogério Flausino deixaram claro o esforço do cantor como animador de plateia. O show de pouco mais de uma hora começou às 18h30.
Veja ao lado os vídeos da participação de Lulu Santos em "Tempos modernos", do momento em que Flausino citou os protestos no Brasil e da abertura do show.
O vocalista citou os protestos no Brasil, enrolado na bandeira nacional, em "Planeta dos macacos". Durante o show, Flausino mencionou a "macacada indignada do Rio".
Em surpresa no final, o cantor chamou Lulu Santos, que fez dueto em microfone cheio de distorção, na sua "Tempos modernos". Ele foi ovacionado pelo público. Lulu foi atração do palco principal do Rock in Rio apenas na primeira edição, de 1985.
A banda volta a ter apoio de backing vocals e naipe de metais ao vivo. A formação é parte da "volta às raízes da black music" que eles prometem para o próximo disco. O nome do álbum, "Funk funk boom boom", foi anunciado em primeira mão por Rogério Flausino no show. Ter vocalistas de apoio deixa o cantor ainda mais à vontade no palco.
Protestos
"Planeta dos macacos", que no Rock in Rio 2011 foi acompanhada por imagens de revoltas populares e políticos no telão, voltou a ser mote para citar protestos. Flausino já havia falado, durante a música "O sol", sobre "cada brasileiro que foi para a rua lutar pelo que acredita".
"Planeta dos macacos", que no Rock in Rio 2011 foi acompanhada por imagens de revoltas populares e políticos no telão, voltou a ser mote para citar protestos. Flausino já havia falado, durante a música "O sol", sobre "cada brasileiro que foi para a rua lutar pelo que acredita".
Em "Planeta dos macacos", ele disse: "A macacada quer saúde, educação, respeito, justiça", antes de cantar trecho de "Brasil", de Cazuza. "Tamo de olho, mensalão", falou Flausino, que se enrolou em uma bandeira do Brasil. O público respondeu com palavrões destinados ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, repetidos no final do show.
'Alegria e groove'
No show pesado, o grupo ganhou o público já nos primeiros segundos de "Na moral", na entrada. A afiada versão, pesada e eletrônica, de "Além do horizonte", de Erasmo e Roberto Carlos, também agradou. "Do seu lado" foi a catarse esperada.
No show pesado, o grupo ganhou o público já nos primeiros segundos de "Na moral", na entrada. A afiada versão, pesada e eletrônica, de "Além do horizonte", de Erasmo e Roberto Carlos, também agradou. "Do seu lado" foi a catarse esperada.
Antes de "Dores do mundo", de Hyldon, gravada no início da carreira da banda, Flausino disse ter preparado noite de "alegria e groove". A versão foi acompanhada de "Encontrar alguém", outra "das antigas". A duas faixas são da estreia em disco "J. Quest", de 1996.
Até nas mais românticas, como "Mais uma vez", baixo e bateria tinham destaque. Nesta, a banda citou "We will rock you", do Queen, e "No woman, no cry", de Bob Marley. "Amor maior" e "Só hoje", com grande coro como no show de 2011, ganharam bons arranjos de acréscimo da banda renovada.
A nova música tocada, "Mandou bem", tem participação em estúdio de Nile Rodgers, coautor do hit "Get lucky", do Daft Punk. Trechos com vocal robótico reforçam a ligação entre as faixas da banda brasileira e do duo francês.
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